Dados: O Novo Petróleo Do Mundo E Combustível Para O Futuro

Dados: o novo petróleo do mundo e combustível para o futuro

Os dados são o novo petróleo”, afirmou o CEO da Mastercard, Ajay Banga, em um evento realizado no ano passado, em São Paulo. O mantra passou a ser repetido por consultores, executivos e interessados em transformação digital. A fala e comparação faz sentido, exceto por um pequeno detalhe. “A diferença é que o petróleo vai acabar um dia”, ressaltou Banga.

Em tradução livre para o significado original, “Data is the new oil”, a frase que agitou o mundo dos negócios foi criada por Clive Humby, um matemático londrino especializado em ciência de dados. Essa expressão tem sido bastante citada no mercado. Executivos do mundo todo usam para defender a ideia de que os dados são tão valiosos quanto o petróleo. Em tese, quem souber fazer bom uso deles e aproveitar todo seu potencial, sai na frente e, claro, só tem a ganhar.

Virtualmente, grande parte das nossas atividades tem um traço digital, seja assistindo uma série, realizando uma reunião ou prospecção online, ouvindo uma música no carro, fazendo alguma atividade física com uso de aplicativos, assistindo TV ou vídeo com a família. E esses são alguns exemplos, que só aumentam ao longo dos anos.

Outra característica de que os dados estão cada vez mais popularizados entre nós, está na família dos “Gs”: o 3G gerou a primeira conexão no celular, o 4G marcou a era do Streaming e o 5G transformará os celulares em supercomputadores. Dispositivos com técnicas de inteligência artificial (AI), como machine learning, extraem ainda mais valor dos dados.

Diferentemente do petróleo, no qual um dos maiores desafios é localizar reservas subterrâneas onde possamos encontrá-lo, o ponto-chave no mundo dos dados é outro. Localizá-los já não é um problema, tendo em vista que hoje eles estão à nossa disposição. Agora, o maior desafio é saber como fazer bom uso dessa fonte de inesgotáveis possibilidades.

A seguir, veja as marcas referência em gestão quando o assunto é Big Data. Já renomadas no mercado, essas empresas estão longe de enganar seus consumidores, e muitos desses serviços são gratuitos. O grande lance estratégico é que, nós, os usuários, pagamos esses serviços, sem saber, entregando os nossos valiosíssimos dados.

Saiba quem são as líderes do petróleo digital:

Mesmo sabendo da exposição dos seus dados à essas empresas, você conseguiria viver sem a internet? Como sobreviver sem o Google? Ou perder o privilégio das entregas em um dia da Amazon? Consegue imaginar a sua vida sem rolar no feed de notícias do Facebook?

Líderes nesse segmento estão a Alphabet, considerada a companhia mãe do Google, Amazon, Apple, Facebook e Microsoft. As cinco corporações mais valiosas do mundo parecem imparáveis quando o assunto é tecnologia e captura de dados, que coletivamente reuniram mais de 25 bilhões de dólares de lucro líquido no primeiro trimestre de 2017.

A Amazon detém metade de todos os dólares gastos online nos Estados Unidos. Google e Facebook contabilizaram quase toda a receita de crescimento em propaganda digital nos Estados Unidos no último ano. Este domínio gerou pedidos para que as gigantes de tecnologia fossem divididas, como ocorreu com a Standard Oil no começo do século XX.

 

Big Data: 5 empresas na frente da concorrência

Agora, conheça outras 5 empresas que tiveram grandes insights com o Big Data, e viram uma grande oportunidade de diversificar ainda mais os serviços oferecidos ao usuário, além de conseguirem fazer a leitura dos hábitos, preferências, modelos de compra, gerando fidelização de seus clientes e, consequentemente, aumento dos lucros.

1 – Target

O case dessa marca ficou extremamente conhecido por ter realizado algo incrível: prever quais clientes estavam grávidas. A equipe de análise de dados da rede criou modelos para entender e conhecer a fundo os hábitos de compra de seus clientes.

Dessa forma, foi possível criar perfis de comprador, baseando-se em suas compras e dados demográficos, idade e até a situação da vida pessoal da pessoa. Assim, a empresa poderia oferecer ofertas de produtos que cada perfil estava mais propenso a comprar. E foi assim que ele passaram a mapear quais clientes estavam grávidas, e até qual o mês da gestação, baseando-se nos hábitos de compra.

Até hoje, há um grande debate sobre privacidade e até onde é correto utilizar as informações dos clientes para tal ações. Porém, é inegável a genialidade do uso do Big Data. Apesar de ter gerado muita polêmica, foi evidente o aumento da assertividade das ofertas e além disso, maior número de compras e fidelizações.

2 – American Express

Imagine a quantidade de dados que a empresa mais famosa de serviços financeiros dos Estados Unidos possui? Pensando em como tirar proveito disso, a American Express/Amex começou a utilizar a análise de dados e o machine learning para tomar importantes decisões. Uma das soluções alcançadas foi detectar fraudes com muito mais facilidade.

Com esse recurso, eles percebem padrões que correspondem a transações fraudulentas, pensando em detectar rapidamente para minimizar perdas. Assim, os algoritmos, através do dados aprendem o padrão de consumo de cada usuário. Sempre que há algum tipo de transação que foge do usual, o usuário e a empresa são notificados. O resultado? A empresa economizou milhões.

3 – Shell

A Shell, uma das maiores empresas petrolíferas do mundo passou a usar o Big Data para reduzir consideravelmente seus gastos de operação. Para perfurar um local para extração de petróleo, além de muito caro ocasiona em um grande impacto ambiental. Para minimizar os riscos e diminuir custos, é preciso estudar bem quais áreas estão propensas a entregarem melhor resultado.

Com a análise, ela monitora as ondas sísmicas de baixa frequência abaixo da superfície da Terra. Essas ondas se registram de maneira diferente nos sensores enquanto viajam pela crosta terrestre. Dessa forma, podem prever o tamanho provável dos recursos de petróleo e gás.

4 – Amazon

Sempre em destaque pelo uso inteligente de tecnologia e Big Data, recentemente, se tornou a segunda empresa americana a alcançar o valor de mercado de US$ 1 trilhão, o que deixa claro sua força. E nada disso teria sido possível sem o uso dos dados.

Os algoritmos criados pela Amazon possuem principalmente a função de levar as ofertas mais personalizadas possível para cada pessoa. Resultado: cliente satisfeito, empresa vendendo mais.

Através de Machine Learning e do armazenamento em cloud computing, eles aprendem como cada consumidor se comporta. É possível até prever que tipo de mercadoria o cliente poderia se interessar. O objetivo é entregar produtos ideias para os clientes sem que eles tenham sequer pedido.

5 – Delta Airlines

Pensando em como ir além, a empresa Delta resolveu uma das maiores dores dos passageiros quando viajam: bagagem extraviada.

Com uma solução simples, porém muito inteligente e eficaz, eles pensaram em um sistema que permite cada passageiro a acompanhar onde está sua bagagem. Além de deixar as pessoas mais tranquilas, ajudou a evitar grandes dores de cabeça para a empresa. São mais de 130 milhões de bagagens despachadas por ano, um grande volume de informações com cada uma delas.

Uma fonte inesgotável de possibilidades

As empresas citadas acima são uma grande exemplo de como a captura e o uso bem feitos dos dados não está distante de nossa realidade, ou seja, já é utilizado por muitas marcas e pode ser utilizado por qualquer tipo de empresa.

Para muitos especialistas, os dados já não são o novo petróleo: são ainda mais valiosos. Porém, assim como muitos países enriqueceram com o combustível do século, só enriquecerão com dados aqueles que souberem usá-los da melhor forma, sempre levando em consideração que eles são o combustível que vai moldar o futuro.

 

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